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Cuba |
CUBA ------------------------------------------675[FEATURE] | |||
Grupo IberostarUm primeiro passo para a gestão hoteleira estrangeira em CubaBy Jazmin Agudelo for Ruta Pantera on 11/20/2025 3:29:32 PM |
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| Em 1993, enquanto Cuba enfrentava as turbulentas águas do Período Especial após o colapso da União Soviética, um acontecimento discreto, porém decisivo, marcou o início de uma nova era para sua indústria turística. O Grupo Iberostar, a rede hoteleira maiorquina fundada em 1986 pela família Fluxá, assinou um contrato de gestão com o Hotel Sierra Maestra, localizado em Havana. Esse acordo não apenas representou a primeira operação de gestão hoteleira estrangeira na ilha, como também lançou as bases para transformar o turismo cubano em um pilar econômico fundamental. O turismo é agora a tábua de salvação de Cuba O contexto era crítico. A economia cubana havia perdido 85% de suas importações e exportações após a queda do bloco socialista (Mesa-Lago, 2000). O governo, liderado por Fidel Castro, buscava urgentemente alternativas. O turismo, que em 1990 gerava apenas 250 milhões de dólares, surgiu como uma tábua de salvação. Entre 1990 e 1995, as receitas turísticas cresceram 400%, passando de 243 para 1.100 milhões de dólares (Cerviño & Bonache, 2005). A Iberostar chegou no momento ideal, trazendo experiência em destinos caribenhos e um modelo de gestão que priorizava qualidade e sustentabilidade. O Hotel Sierra Maestra, originalmente construído em 1975 como parte da rede estatal Cubanacán, foi o escolhido. Com 400 quartos e vista para o Malecón habanero, o prédio precisava de uma ampla renovação. A Iberostar investiu em infraestrutura, capacitação de pessoal e padrões internacionais. Funcionários cubanos — muitos com formação técnica, mas pouca experiência em hotelaria de luxo — receberam treinamento em Palma de Mallorca. Essa troca não apenas melhorou o serviço, como também introduziu conceitos como o “all inclusive”, revolucionários em Cuba na época. Vamos impulsionar esta economia! A chegada da Iberostar desencadeou um efeito dominó. Em 1994, o governo promulgou a Lei de Investimento Estrangeiro nº 77, facilitando joint ventures e contratos de gestão. Entre 1993 e 2000, a capacidade hoteleira cresceu de 25.000 para 35.000 quartos, com 60% operados por empresas estrangeiras (Espino, 2001). Redes como Meliá, Sol Group e Accor seguiram o caminho aberto pela Iberostar. Em 1998, o turismo já representava 43% das receitas brutas em moeda estrangeira do país, superando o açúcar como principal fonte de renda. O impacto social também foi significativo. Em 2000, a indústria hoteleira gerava 100.000 empregos diretos e 300.000 indiretos (Oficina Nacional de Estatísticas, 2001). Em Havana, o salário médio no turismo triplicava o do setor estatal. Os funcionários da Iberostar, que recebiam gorjetas em moeda conversível, passaram a ter acesso a bens antes inacessíveis. No entanto, esse boom também gerou desigualdades: enquanto o setor turístico prosperava, o restante da economia permanecia estagnado. | ||||
| Um hotel inteligente em Cuba? O modelo da Iberostar também introduziu inovações ambientais. Em 1995, a rede implementou seu primeiro programa de gestão de resíduos no Sierra Maestra, reduzindo o consumo de água em 25% com sistemas de reciclagem. Essa iniciativa pioneira em Cuba influenciou políticas posteriores do Ministério do Turismo. Hoje, a Iberostar opera 18 hotéis na ilha com certificações ISO 14001, demonstrando que a sustentabilidade pode ser rentável mesmo em contextos complexos. Três décadas após aquele primeiro contrato, o legado da Iberostar vai além dos números. A empresa não apenas abriu a porta ao investimento estrangeiro, como também profissionalizou um setor que hoje recebe mais de 4 milhões de visitantes por ano. O Hotel Sierra Maestra — renomeado Iberostar Parque Central em 1999, após uma renovação multimilionária — simboliza essa transformação: de uma propriedade estatal ultrapassada para um hotel cinco estrelas que compete com os melhores do Caribe. Deus ajuda quem cedo madruga A história da Iberostar em Cuba ilustra como uma decisão empresarial pode catalisar mudanças estruturais. Em um país onde a propriedade privada era proibida, a gestão estrangeira demonstrou que a modernização era possível sem renunciar à soberania. Esse delicado equilíbrio — entre abertura controlada e preservação ideológica — continua a definir a política turística de Cuba hoje. O Grupo Iberostar, rede hoteleira maiorquina fundada em 1986 pela família Fluxá, assinou um contrato de gestão com o Hotel Sierra Maestra em Havana. Esse acordo não apenas marcou a primeira operação de gestão hoteleira estrangeira na ilha, como também estabeleceu as bases para transformar o turismo cubano em um pilar econômico essencial. | ||||
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